puxar pele

por Juliana Wähner

puxar pele

experimento projeção do vídeo da obra sobre a obra

foto Amarú Dlm
foto Amarú Dlm
foto Amarú Dlm
foto Amarú Dlm
Screen Yuri Landarin
foto PV Alcantara Martins
foto Yuri Landarin
foto PV Alcantara Martins

qual a fronteira entre um corpo e outro? o que os diferenciam?
o que um oferta ao outro?
uma súplica, uma contaminação, uma oração velada na carne?

os movimentos parecem ser convertidos em falta, mas também em adoração.
o que somos senão algo anônimo?

tento dizer sobre nossa expansão, mas não me reconheço, já perdi o que chamamos de rosto.
eu me penduro em ti, eu me derramo.

tentamos conceber a manhã sozinhos, mas é inútil.
o toque derrama nossas fronteiras, e não há mais diferenciação entre manhãs e noites. nossos músculos adquirem um nova substância.
eu deslizo ao teu encontro, não me desfaço de ti.

é de nossa reunião, que tantos chamam de obscena por estarem atrofiados, que nasce o crepúsculo que guardamos intocado.

registro por RAQUEL GAIO